A triumphant adaptation – a comparative analysis of Normal People and how the series surpasses the novel, Lenir Lacerda da Costa

Normal People, Sally Rooney’s second novel, was published in 2018 and adapted into a 12-episode TV miniseries in 2020. It tells the story of Connell and Marianne’s relationship, diving deep into their connection and navigating how the characters grow and their dynamic changes over the years. Directed by Lenny Abrahamson and Hettie Macdonald, Normal People, the series, is one of the rare cases where an adapted work is superior to the source material. This study consists of a comparative analysis between the book and the show, commenting, firstly, on the structure, style, and format of the works, how the dialogue was adapted from one to the other, and how Normal People is, inherently, a 21st century novel of manners. This is followed by an interpretation of the most relevant mise-en-scène elements of the series. More specifically, it focuses on the importance of the choice of actors and camera work (framing and depth of focus) to the adaptation’s success, and how those components reveal the subtleties of Connell and Marianne’s relationship and the richness of their inner lives. Finally, the last scene is scrutinized, as this was the most extensively rewritten scene in the adaptation, and the alterations made to it play a significant role regarding why the series surpasses the novel.

O Tâmega feito abismo, Hugo Dantas

Veral e Monteiros são duas aldeias perdidas no interior do nosso país. Separa-as a linha, traçada pelo homem, que divide dois concelhos: a Boticas pertence aquela e a Vila Pouca de Aguiar pertence esta. Separa-as ainda o leito, estendido pela natureza, do Tâmega, que cava um fosso entre os de lá e os de cá.

Plena liberdade invernal, Luís M. Silva

«Saímos dos cuidados paliativos. Ela tinha-me pedido para que a levasse para o parque próximo do hospital. Nele, brincara muito na sua infância. Por ele, nos últimos tempos passámos a morar na casa em que vivia quando era menina. Por ele, mudámos de hospital, para que ela pudesse abandonar o corpo num sítio onde fora tão feliz. A desesperança já a tinha consumido.»

Margaridas para o Dia da Espiga, Sebastião N. Viana

Nestes períodos em que a fé no mundo dos Humanos se vai desvanecendo, trago-vos uma lenda que o tempo deixou correr mas que, em certa parte, ainda se conta. Fala de um estranho caso que viu e ouviu contar José Francisco Nobre, quando no final de abril do Ano da Graça de 1921, pelo caminho de regresso à Herdade do Vale do Homem ao pressentir o ardil com que o Silvito, o leal macho, engaria – dentro de pouco a um rosmaninho – decidira dar ao animal o valido descanso da hora e meia de trote que fizera desde o Cavaleiro.

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