Corazón, Magda Estevez

Outrora havia sido, isto onde hoje me sento diariamente a ver a vida a passar, o muro que guardava a água da fonte da cidade. Antes, quando a fonte ainda era uma fonte e a cidade ainda era uma cidade, eu tinha cabelo preto e vestia-me sempre a rigor – rigor, no sentido de aquilo que considerava como tal –, e tão bem conjugava eu a camisa com as calças que ela me dizia sempre Que guapo, Álbaro – Álvaro com b porque a fui desencantar a Espanha.

Margaridas para o Dia da Espiga, Sebastião N. Viana

Nestes períodos em que a fé no mundo dos Humanos se vai desvanecendo, trago-vos uma lenda que o tempo deixou correr mas que, em certa parte, ainda se conta. Fala de um estranho caso que viu e ouviu contar José Francisco Nobre, quando no final de abril do Ano da Graça de 1921, pelo caminho de regresso à Herdade do Vale do Homem ao pressentir o ardil com que o Silvito, o leal macho, engaria – dentro de pouco a um rosmaninho – decidira dar ao animal o valido descanso da hora e meia de trote que fizera desde o Cavaleiro.

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