A triumphant adaptation – a comparative analysis of Normal People and how the series surpasses the novel, Lenir Lacerda da Costa

Normal People, Sally Rooney’s second novel, was published in 2018 and adapted into a 12-episode TV miniseries in 2020. It tells the story of Connell and Marianne’s relationship, diving deep into their connection and navigating how the characters grow and their dynamic changes over the years. Directed by Lenny Abrahamson and Hettie Macdonald, Normal People, the series, is one of the rare cases where an adapted work is superior to the source material. This study consists of a comparative analysis between the book and the show, commenting, firstly, on the structure, style, and format of the works, how the dialogue was adapted from one to the other, and how Normal People is, inherently, a 21st century novel of manners. This is followed by an interpretation of the most relevant mise-en-scène elements of the series. More specifically, it focuses on the importance of the choice of actors and camera work (framing and depth of focus) to the adaptation’s success, and how those components reveal the subtleties of Connell and Marianne’s relationship and the richness of their inner lives. Finally, the last scene is scrutinized, as this was the most extensively rewritten scene in the adaptation, and the alterations made to it play a significant role regarding why the series surpasses the novel.

Recensão: Vanguarda e Kitsch (Clement Greenberg, trad. João R. Figueiredo, 2018), Lisboa: Imprensa da Universidade de Lisboa, Nuno Amado

“Quanto maior a pressão da originalidade sobre o gosto”, conclui Clement Greenberg em “Pintura de tipo americano” (1955), “mais teimosamente o gosto resistirá a ajustar-se-lhe” (p.158). Esta postura conservadora é uma particularidade da espécie. Ainda que o ponto de saturação varie de pessoa para pessoa, a nossa predisposição para aceitar o que é novo tem sempre um limite. Mas esse limite é susceptível de calibragem.

O jornalismo pela lente do cinema: Citizen Kane, Network e Bombshell, Cláudia Marques

Os filmes analisados são retratos de diferentes tipos de jornalismo: o jornalismo de causa, o jornalismo sensacionalista e o jornalismo como microclima de dinâmicas de poder. Retratam a profissão como actividade divulgadora de factos, tanto de forma ética ou de forma sensacionalista/falaciosa, apresentando um papel simultaneamente reflexivo, crítico, mesmo subjectivo e interpretativo, por parte não só do autor e produtor do conteúdo jornalístico como também do receptor.

Mulholland Drive à luz de várias teorias da arte, Beatriz Berto Cadete

O seguinte ensaio tem como objetivo analisar o filme Mulholland Drive do realizador David Lynch. Após uma breve exposição dos aspetos mais significativos para um conhecimento aprofundado da obra, passarei a relacioná-la com A Teoria da Forma Significante de Clive Bell, a arte como expressão de emoções e a teoria de Arthur C. Danto relativamente à significação incorporada. O objetivo dessa relação é concluir como cada teoria interpretaria Mulholland Drive enquanto obra de arte.

1 2 3