Plena liberdade invernal, Luís M. Silva

«Saímos dos cuidados paliativos. Ela tinha-me pedido para que a levasse para o parque próximo do hospital. Nele, brincara muito na sua infância. Por ele, nos últimos tempos passámos a morar na casa em que vivia quando era menina. Por ele, mudámos de hospital, para que ela pudesse abandonar o corpo num sítio onde fora tão feliz. A desesperança já a tinha consumido.»

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