Agenda Cultural

Nota prévia: (*) assinala eventos com possibilidade de desconto sobre o preço mencionado. Para mais informações, consulte os sites oficiais dos respetivos eventos.

Música

Sempre Bem, Faço As Vontades e Amor, a nossa vida mostram uma banda que renasce a cada disco, que se renova com o cuidado de quem quer construir uma carreira sólida, de uma forma aparentemente galopante mas sem o torpor do deslumbramento.

Festival de Jazz de Lisboa
27 a 31 de Março, no Teatro São Luiz.
O Teatro São Luiz, em coprodução com o Hot Clube de Portugal, organiza o Festival de Jazz de Lisboa, um programa de concertos com músicos portugueses e estrangeiros, que procura estabelecer pontes com outros festivais de jazz do mundo e que dá especial atenção à formação de jovens músicos.
Programa e preçário detalhado aqui.

I’m a Survivor: Concerto Solidário
4 de Abril, na EAMCN.
Incluído no programa dos Dias Abertos da EAMCN, este concerto tem como objectivo angariar fundos para vítimas de violência doméstica.
O valor da entrada é uma doação monetária ou em bens (produtos alimentares, de limpeza, de higiene, material escolar). As angariações serão doadas à APAV.

Orquestra Metropolitana de Lisboa: Tragédia e Paixão
10 de Maio no Fórum Municipal Luísa Todi; 11 de Maio no Grande Auditório do Cineteatro da Academia Almadense; 12 de Maio, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. Bilhetes: 4,50 a 22€.
A Orquestra Metropolitana de Lisboa e o maestro Mykola Dyadyura dão voz a duas grandes obras da tradição musical russa: a trágica Sexta Sinfonia de Tchaikovski, dita Patética, e o pós-romantismo nostálgico e passional do Concerto para piano e orquestra n.º 2 de Sergei Rachmaninoff, a mais celebrada criação do compositor russo, com os seus múltiplos ecos na cultura ocidental, da literatura à sétima arte.

Cinema

Com um elenco irrepreensível e uma realização muito consciente do trabalho de luz e dos movimentos de câmara, Olivier convida o espectador a aproximar-se, pela primeira vez, da intimidade de cada cena e da expressividade dramática dos atores, e a finalmente ver esta tragédia de Shakespeare, ao invés de só escutar o seu texto. A adaptação de Olivier enfatiza a vitalidade e universalidade deste clássico incontornável e prova que as tragédias de Shakespeare têm também uma eloquência visual e Olivier teve essa capacidade de tornar Hamlet também numa grande obra cinematográfica.

Ciclo de Cinema da América Latina
Março a Julho na Livraria Ler Devagar, no LX Factory. Entrada livre.

Sorrisos de uma Noite de Verão, de Ingmar Bergman
17 de Maio, às 21h, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém. Bilhetes: 4,50€.
Esta comédia de costumes explora a guerra de sexos entre os homens – sempre simbolicamente representados de negro –, e as mulheres – sempre representadas pelo branco – para, numa confluência de enredos e revelações amorosas, mostrar como os sentimentos, nomeadamente o amor e a fidelidade, evoluem ao longo da vida e da passagem do tempo. 

Tempos Modernos: Charlie Chaplin e Orquestra Gulbenkian
17 de Maio, às 21h, e 18 de Maio, às 19h, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian. Bilhetes: 18 a 28€*.

Embora não tivesse formação musical nem soubesse ler uma pauta, Charlie Chaplin tocava vários instrumentos e passou a compor as bandas sonoras para os seus filmes logo que o som foi introduzido no cinema. Assim se passou com o clássico Tempos Modernos, estreado em 1936, uma comédia ancorada no mundo industrializado e cujo restauro de 1999 serviu de pretexto para encomendar a Timothy Brock a reconstituição da banda sonora. É esse precioso trabalho que poderemos ouvir, dirigido por Brock e interpretado pela Orquestra Gulbenkian, acompanhando a projeção do icónico filme de Chaplin.

Artes Plásticas

Predominam na mostra as paisagens que o mestre espanhol do «ar livre» e da «luz intensa» executou nas suas viagens pela Espanha da viragem dos século XIX para o século XX, desde a sua Valência natal até ao País Basco e à Andaluzia, participando num movimento cultural que buscava uma outra imagem do país, alheada da representação historicista de glórias passadas e encontrando-a na pura paisagem, tanto das regiões da periferia peninsular quanto nos campos da Mancha ou de Castela e seus monumentos.

Jeu de 54 Cartes, de Jorge Molder
Até 30 de Março nas Carpintarias de São Lázaro. Entrada livre.

A Incontornável Tangibilidade do Livro ou, o Anti-Livro
De 22 de Março a 2 de Junho no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado. Bilhetes: 4,50€*.
Materialmente estimulante, imaterialmente ilimitado, o Livro é talvez, o objeto dos objetos; o mais vulnerável e o mais resistente; tudo pode conter e a tudo pode referir-se. Suporte, registo e espaço, imagem, estrutura e capa, são elementos convergentes, desde sempre solidários num projeto de execução, que pouco ou nada deixa ao acaso.

Arte Portuguesa. Razões e Emoções
Até 31 de Março no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado. Entrada: 4,50€*.
Esta viagem por cento e cinquenta anos de arte portuguesa permite abordagens a autores e obras raramente mostradas, contextualizando razões, entre emoções e sensibilidades artísticas. A proposta curatorial aponta para uma reflexão sobre os envolvimentos sociais e políticos, e as noções do modo de ser moderno, desde o século XIX, ao distinguir no percurso cronológico, as continuidades e mudanças, os gostos e conceitos, na mais completa coleção de arte contemporânea, a próxima e a original, justificando assim a denominação deste Museu, fundado em 1911.

Teatro

Embora o cinema possa corresponder a uma certa ideia de “arte total”, pela maneira como reúne (e também desenvolve), em si, diversas outras artes da representação ou da criação artística, juntando-as no seu movimento e na sua projeção para um público, é notório que a sua ligação mais forte, em termos clássicos, é com a da arte da representação e do trabalho do ator: isto é, o teatro e, por ele, uma ideia de representação do mundo através das imagens que nos traz e nos provoca. Naquela que se propõe ser uma nova rubrica anual, a Cinemateca convida um grupo de teatro português para escolher um filme e debater, à volta dele, questões prementes entre a ligação entre cinema e teatro, nos dias de hoje, e, nesta sessão em específico, o trabalho do ator.
Programa completo aqui.

A Boda, de Bertolt Brecht
23 a 28 de Março no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém. Bilhetes: 12 a 14€*.
Nesta centenária peça de um ato, uma das suas primeiras, Brecht decanta na desagregação de uma célula familiar todo o conturbado fracasso do período pós-Primeira Guerra Mundial alemão. Os noivos e convidados de A Boda entregam-se a uma coreografia ilusória de papéis, atitudes e expectativas, mas cedo o verniz estala, «a mobília cerimonial» (literalmente) quebra, a «cola» que a segurava sendo falsa. Através do olhar quase indiscreto e comicamente cruel de Brecht, como se «a ideia fosse rir e fazer rir do sério», o encenador Ricardo Aibéo viu a possibilidade de fazer, nesta altura precisa, uma espécie de «divertimento», que simultaneamente nos convida a perguntar «se é no conforto, na comodidade, no nosso pequenino espaço que devemos investir o nosso suor».
Programa completo aqui.

Confissões de um Coração Ardente: a partir de Dostoiévski
27 de Abril, às 21h30, no Cine Teatro Louletano. Bilhetes: 9€*.
“Quem não ama aborrece-se, no sentido mais radical do termo.
E quem se aborrece desenvolve infalivelmente as mais sólidas deformações da alma e do corpo.”
Programa e elenco completo aqui.

Dança

Direcção artística de Feng Ying.
Carmen
Giselle (2º ato)
The Yellow River
Programação e sinopse completa aqui.

Conversas

Conversa com Sebastião Lima Rego sobre o envolvimento dos Estados Unidos de América nas duas Grandes Guerras.

Outros

O Jardim da Parada em Campo de Ourique volta a receber a Feira do Livro da Poesia, entre os dias 21 e 24 de Março, oferecendo quatro dias de compras livreiras, leituras de poemas, concertos e actividades para crianças, tudo espalhado por vários locais no bairro.

Vozes de Sena: leitura de poesia e prosa.
28 de Março, às 19h30, na Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entrada livre.
O Colectivo das Erínias, não no dia da poesia nem no dia do centenário do escritor, mas para celebrar os dois, apresenta Vozes de Sena: Leitura em voz alta de poesia e prosa de Jorge de Sena.
Acompanhamento ao piano de Marco Bucaioni.

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