Chamada para Submissões

Reiteramos o nosso pedido de submissões para a edição 83.

A publicar em Novembro!

EDIÇÃO Nº 83: CONVITE À PARTICIPAÇÃO

Vimos por este meio convidar todos aqueles que desejarem fazê-lo a contribuir com material da sua autoria para a nossa próxima edição, nº 83, que deverá ser publicada entre fins de Outubro e meados de Novembro. Aceitamos contribuições dos mais variados tipos: ensaios, artigos de opinião, poemas, contos, fotografia, ilustrações, etc. A data limite para entrega dos trabalhos é sexta-feira, 16 de Outubro de 2020. 

Esta edição não tem tema único fixo, sendo que estamos abertos a receber contribuições que tratem qualquer tema de interesse para as Humanidades (e para a esmagadora maioria das artes liberais abrangidas pelos Estudos Gerais) ou que sejam relevantes no contexto actual. No entanto, decidimos propor três temas gerais acerca dos quais gostaríamos particularmente de receber material para publicação.O primeiro desses temas é o pluralismo e a importância da liberdade de expressão para a democracia. Consideramos este tópico de particular relevância na actualidade e gostaríamos de o ver tratado em ensaios que revelassem pensamento aprofundado e desenvolvido sobre o assunto. Sugerimos, como eventual ponto de partida para o debate,  o artigo sobre “os novos totalitarismos” de Patrícia Fernandes, professora na Universidade da Beira Interior, publicado no Observador a 8 de Agosto passado.

Segundo, propomo-nos publicar trabalhos que explorem a vasta e multifacetada obra de Lev Tolstoi (n. 1828). Comemora-se este ano o 110º aniversário da sua morte, ocorrida em Novembro de 1910 na estação de caminhos-de-ferro de Astapovo, pelo que, sendo Tolstoi um vulto maior da literatura universal e talvez o maior colosso das letras do século XIX, achámos de toda a justiça dedicar-lhe espaço considerável nesta edição. Artista consumado, foi autor não só da monumental Guerra e Paz (1869) e de Anna Karénina (1874) mas também do profundo e injustamente negligenciado romance tardio Ressurreição (1899), de A Morte de Ivan Ilitch (1886) e de contos belíssimos como Padre Sérgio” (1898) e “Aliosha, o Pote” (1905). Cristão inquebrantável, pacifista e anarquista num sentido muito próprio, distinguiu-se ainda pela sua intervenção em prol de causas humanitárias.

O terceiro tema resulta também de uma efeméride. Cumpriram-se a 21 de Agosto passado os oitenta anos da morte de Lev Trotsky (n. 1879), assassinado em 1940 na Cidade do México, onde se encontrava exilado. Trotsky foi, como é sabido, um dos membros mais proeminentes do partido bolshevik, candidato à sucessão de Lenine e forçado a deixar a União Soviética por se opor a Estaline. Não temos intenção de revisitar as questões, sensíveis no interior do movimento marxista, da responsabilidade pelo seu assassinato. Apenas queremos aproveitar o aniversário da sua morte para convidar à reflexão sobre as questões que preocuparam Trotsky durante toda a sua vida, convidando deste modo todos os interessados a escreverem sobre o trotskismo, claro, mas também sobre as várias correntes do comunismo marxista e do socialismo em geral, assim como acerca do anarquismo (este último sobretudo entendido na sua acepção pacifista, mas, claro, sem descurar outras correntes) e sobre a social-democracia europeia

Por fim, estamos, claro, sempre abertos a receber textos e outras contribuições relacionadas com as causas políticas especificamente adoptadas pelo jornal (cf. Editorial nº 82 e Complemento ao Editorial nº 82), nomeadamente sobre tudo o que tenha a ver com o Genocídio Arménio e a cultura e história da Arménia no geral

Relembramos ainda que todos os textos serão sujeitos a um cuidadoso processo de revisão, pelo que haverá oportunidades para troca de ideias entre autores e revisores e para melhoramentos e acertos no material publicável. 

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