Falta estio, João Freitas Mendes

Idealizas e estás próximo, antes bastava um nome, um baralho de uma nota; hoje tudo não. Se a aparência é dentro porque soslaias de fora?

O primeiro lugar contado está do outro lado da ponte, a tua casa está no canhoto que não habitas.

No papel gomado os cantos são en-cantos são re-cantos e pás de prémios e de prédios.

E o ditador dita continuado – que agora és prosa, que a poesia é o fim, que alinhas.

Empunhas o cristal e o braço – zás! – resseca a nau do mar.

Foge-te menos o traço e voas já.

João Freitas Mendes

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